A tentação de sentir-se poderoso

 

 

 

Poucos escapam dessa armadilha.

 

            Por circularem na companhia de figuras públicas, frequentarem ambientes onde são tomadas decisões e publicarem o que viram ou ouviram falar de importante, jornalistas imaginam que têm poder ou que fazem parte do poder. Têm poder até o momento em que são despedidos. Fazem parte do poder se concordam em servir aos que de fato o detêm.

 

            Os donos de jornal e dos demais meios de comunicação, estes sim, são poderosos. Porque não podem ser despedidos – no máximo, quebram. E porque a mídia é cada vez mais poderosa no mundo. Sem ela, não se governa. Sem ela, não se ganham guerras. Sem ela, não se fazem negócios.

 

O poder do jornalista é relativo, ocasional e temporário.

 

            Nunca me encantei com o poder. Mas pensei que tivesse adquirido algum quando me tornei titular em 1989 da coluna diária “Coisas da Política”, no Jornal do Brasil. Nos dois anos anteriores, havia sido o interino da “Coluna do Castelo”, escrita pelo jornalista Carlos Castelo Branco, o Castelinho. O presidente do jornal, Manoel Francisco do Nascimento Brito, me dissera mais de uma vez que um dia eu sucederia Castelinho porque o colunista sofria de câncer e precisava se aposentar para enfrentar a doença. Escrevi a coluna “Coisas da Política” com ampla liberdade, contando tudo que conseguia apurar e dizendo tudo que achava que devia dizer. Aquele foi o ano da sucessão do presidente José Sarney. E do surgimento do fenômeno eleitoral chamado Fernando Collor de Melo.

 

Um cartão e um doce melão

 

            Bati forte em Collor porque sabia que ele era uma farsa. Como de resto o sabia a maioria dos jornalistas que cobriam política no eixo Brasília – Rio – São Paulo. A coluna se tornou o espaço mais lido das páginas de política do jornal. Mas nem isto impediu que eu acabasse demitido por telefone cinco dias depois da eleição de Collor. Jamais me disseram porque fui demitido. Como colunista político, tive um funeral de luxo.

 

            Recebi telefonemas de solidariedade do presidente Sarney, de ministros de Estado, do deputado Ulysses Guimarães, presidente do PMDB, de Lula, do então governador Leonel Brizola e de empresários de peso. Colegas assinaram manifestos em protesto contra minha demissão. Soube que leitores antigos do jornal cancelaram sua assinatura. Brizola me enviou um emissário com o convite para ser candidato do PDT a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Agradeci, mas não aceitei. Fui paraninfo de turmas de jornalismo em universidades do Rio e de Brasília.

 

            Uma editora carioca reuniu as colunas que escrevi e publicou-as com o título de O Céu dos Favoritos. O lançamento do livro, no Rio, provocou engarrafamento de trânsito. Autografei cerca de 800 exemplares. Compareceram todos os candidatos ao governo do Rio nas eleições do ano seguinte, escritores conhecidos como Antônio Callado, Millôr Fernandes, Roberto Campos e Barbosa Lima Sobrinho, alguns generais da reserva, muitos estudantes e donas-de-casa, e até a cantora Eliana Pitmann. Passou por lá um tal de Bussunda. Pelo menos foi esse o nome que ele me deu quando autografei seu exemplar do livro. Desconfio até hoje que escrevi errado o nome dele na hora do autógrafo.

 

            Nenhum jornal ou revista me ofereceu emprego depois que fui demitido. Passei os três anos seguintes como funcionário da Propeg, agência de publicidade baiana onde tinha amigos. No Natal de 1990, o único cartão de Boas Festas que recebi tinha a assinatura do deputado federal Osvaldo Coelho, do PFL de Pernambuco. Acompanhou o cartão um doce melão colhido às margens do rio São Francisco, na fronteira de Pernambuco com a Bahia.

Ministério estuda vacinar meninas de 9 a 13 anos contra o HPV



            O Ministério da Saúde avalia vacinar meninas de 9 anos a 13 anos contra o HPV, o papilomavírus humano, causador do condiloma acuminado, doença sexualmente transmissível que pode provocar câncer de útero. A informação é do secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa


            O HPV pode atingir mulheres de qualquer idade. No entanto, a ideia é imunizar adolescentes que ainda não iniciaram a vida sexual. A vacina não tem eficácia em mulheres adultas, com vida sexual ativa, que já foram expostas à infecção pelo HPV, segundo o secretário. A prevenção, nesse caso, deve ser feita por meio do exame papanicolau, que identifica o câncer no colo do útero.


            Barbosa estima um custo anual de R$ 600 milhões para incluir a vacina contra HPV no calendário de imunização das adolescentes. O equivalente a um terço do que o governo gasta com todas as vacinas, segundo o ministério.


            O secretário participou de debate na Comissão de Assuntos Sociais do Senado sobre projeto de lei da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que prevê vacinação gratuita contra o HPV para o público feminino na faixa etária de 9 anos a 40 anos.


            Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podem provocar câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. De acordo com o ministério, a infecção pelo HPV é comum e na maioria dos casos não resulta em câncer. A principal forma de transmissão é pela relação sexual sem preservativo. Os sintomas freqüentes são verrugas nos órgãos genitais.

A Privataria Tucana cai na Internet em formato .pdf



            O livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., já pode ser encontrado em formato PDF na Internet. É uma boa opção para quem procura o livro e não o acha em nenhuma livraria, já que a primeira edição se esgotou na própria sexta-feira, 9 de dezembro, dia do lançamento.


            O livro, que levou 12 anos para chegar às livrarias, sintetiza a rapinagem promovida pela administração tucana no governo federal, com base em documentos, todos públicos. O formato PDF (Portable Document File) permite que se passe para o formato digital um documento, que pode ser lido pelo software Acrobat Reader, de distribuição gratuita.


            O livro reportagem de Amaury esclarece em detalhes como os protagonistas da privataria tucana enriqueceram saqueando o país. 


            De um lado, no governo, vendendo o patrimônio público a preço de banana. Do outro, no mercado, comprando as empresas e garantindo vida mansa aos netos. Entre as duas pontas, os lavadores de dinheiro, suas conexões com a mídia e com o mundo político.


            Pode ser acessado no blog Trabalho Sujo, no post "O PDF do Privataria Tucana". 


            O jornalista Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, que publicou o livro, afirmou que a primeira edição esgotou-se na própria sexta-feira, no seu lançamento. Todos os 30,5 mil exemplares foram vendidos.


            “Só nesta segunda-feira, vendemos 15,5 mil exemplares”, conta. “A rede Saraiva pediu 6.500 exemplares, a Fnac, 4.000 e a Cultura, 5.000. Em consequência, aumentamos de 15 mil para 30 mil cópias a tiragem da reimpressão”. Ou seja, 30,5 mil exemplares vendidos desde sexta-feira.


            Quem não tiver paciência para aguentar a espera, pode comprar o e-book na Saraiva Digital e na Gato Sabido. Segundo Emediato, é boato que o livro A Privataria Tucana foi proibido ou está sendo boicotado por alguma livraria.

Programa federal oferece 12,5 mil bolsas de estudos no exterior



            O governo lançou nesta terça-feira (13) editais para selecionar estudantes brasileiros interessados em cursar o ensino superior no exterior. Os editais fazem parte do Programa Ciência sem Fronteiras e oferecem 12,5 mil bolsas para cursos de graduação em cinco países – Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália e França – e de tecnólogo no Canadá.


            Todos os cursos serão oferecidos na modalidade sanduíche, aquela em que o aluno alterna o período de estudo entre o Brasil e o outro país.


            Na cerimônia de lançamento, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff também assinou o decreto que regulamenta o programa. Ela destacou a importância da qualificação dos profissionais para futuramente atuarem no Brasil. “Nossos desafios são grandes, o Brasil é um país complexo, precisamos enfrentar nossas dívidas históricas, como a extrema pobreza e a elevação da competitividade da nossa economia, por meio da ciência e tecnologia.”


            O período de inscrição tem início hoje (13) e vai até 15 de janeiro de 2012. A previsão é que a partir de março do próximo ano os estudantes estejam nos países para os quais foram selecionados. Os estudantes que tiverem bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e se interessem em concorrer às bolsas terão acesso a cursos de idiomas no Brasil. Após selecionados, podem cursar de seis a oito meses do idioma no país em que são bolsistas.


            Os Estados Unidos deve oferece 18 mil bolsas para os brasileiros, até 2015, e os demais países, 10 mil bolsas cada um.


            O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse que a partir de 2012 também serão ofertadas bolsas em países como Holanda, Bélgica, Portugal, China, Índia e Japão. Entre as áreas prioritárias do programa estão engenharias, nanotecnologias, física, química, computação, petróleo, gás e carvão mineral.


            O ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou que o objetivo do programa é que as bolsas atendam estudantes de todas as classes sociais. “Queremos mandar para o exterior a elite intelectual seja ela pobre ou rica.”


            Também foram lançados dois outros editais para trazer ao Brasil estrangeiros ou brasileiros que atuam no exterior. O programa Atração de Jovens Talentos (AJT) quer buscar jovens pesquisadores residentes no exterior, preferencialmente brasileiros. Já o Pesquisador Visitante Especial (PVE) prevê o intercâmbio em pesquisas por meio de parceria com lideranças internacionais.


Programa

            O Programa Ciência sem Fronteiras prevê a concessão de até 101 mil bolsas de estudo no exterior em quatro anos, das quais 75 mil apoiadas pelo governo e 26 mil pela iniciativa privada. Entre as modalidades de bolsas estão graduação sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação.


            Em janeiro de 2012, 1,5 mil estudantes já selecionados em edital anterior do programa embarcam para cursos nos Estados Unidos. As informações estão no site www.cienciasemfronteiras.gov.br.

EXPOSIÇÃO

 

Está em exibição no auditório do Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa do Ceará a Exposição: ”Sala Escura da Tortura”, uma mostra de imagens que retratam plenamente a maneira cruel de como os torturados eram castigados no período da Ditadura Militar.

São sete quadros que impressionam não só pelo tamanho, mais também pelas imagens expostas, embora sejam imagens fortes, elas retratam fidedignamente os fatos.

A exposição permanecerá no auditório do Comitê de Imprensa pelos próximos trinta dias.

Recomendo visitação.

Exposição “Sala Escura da Tortura” é aberta na Assembleia nesta sexta


A Assembleia Legislativa foi espaço na noite de sexta-feira (09/12) de destaque para a história e memória política do Brasil, com a abertura da exposição “Sala Escura da Tortura”, iniciativa da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, por meio de seu projeto “Marcas da Memória”. 

A mostra, apresentada originalmente em 1973 no Museu de Arte Moderna de Paris e inspirada nos relatos de Frei Tito de Alencar durante seu exílio na França pela Ditadura Militar, é composta por sete telas e se utiliza da perspectiva crítica da arte para denunciar aquilo que o conceito de humanidade mais condena: a tortura. 

Estão expostas na “Sala Escura da Tortura” obras dos artistas Júlio Le Parc, Gontran Guanaes Netto, Alejandro Marcos e Jose Gamarra.

A deputada Eliane Novais (PSB), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da AL, afirmou que jamais será possível viver em uma sociedade justa e igualitária, se a história e o passado do povo brasileiro não forem conhecidos. 

Segundo ela, por esta razão, no ano em que o País sancionou a lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, é fundamental que a Assembleia tenha trazido a mostra ao Estado, por meio da Comissão de Direitos Humanos, em parceria com o Escritório Frei Tito de Alencar.

Ainda de acordo com a parlamentar, a exposição denuncia a tortura de um passado “triste e vergonhoso que não pode mais voltar, um passado em que a política violentou o significado da vida humana”.

Eliane Novais destacou também que Frei Tito é, sem dúvida, um dos maiores símbolos da luta a favor dos direitos humanos e da democracia, pois enfrentou com coragem e amor ao próximo a forte repressão da Ditadura Militar. “Esta exposição é, portanto, uma homenagem à sua memória”, concluiu.

A presidente do Escritório Frei Tito de Alencar, Lúcia Alencar, disse que a criação da Comissão Nacional da Verdade foi um grande passo para a democracia e civilidade, acrescentando que ainda existe tortura nos dias de hoje e, por isso, a luta não terminou.

O deputado Federal Artur Bruno (PT) salientou que, hoje, a Assembleia propicia à sociedade um momento de glória e aqueles que participarem desse momento terão condições de refletir sobre um período da história do Brasil que não pode ser esquecido. 


O jornalista Messias Pontes, presidente do Comitê de Imprensa da Assembleia, onde a mostra está sendo exposta, registrou a necessidade de “levar a luta pelos direitos humanos até as últimas consequências, pois o combate à tortura não terminou”. Para ele, a exposição é um dos eventos mais importantes já realizados na história da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania. 

Na ocasião, aconteceu ainda uma apresentação do “Coletivo Aparecidos Políticos”, que realiza um trabalho de denúncia sobre os desaparecidos políticos no Brasil.

Também estiveram presentes à abertura da “Sala Escura da Tortura” o senador José Pimentel (PT-CE), o deputado federal José Airton (PT-CE) e o ex-deputado estadual Sérgio Novais. A exposição permanecerá no auditório do Comitê de Imprensa pelos próximos trinta dias.

 

Serra tentou barrar “Privataria tucana”, diz editor em entrevista



Em entrevista ao site Brasil 247, o jornalista Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, fala sobre o desempenho comercial de “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, recém lançado. Durante a conversa, Emediato revelou que o ex-governador José Serra agiu para evitar a publicação. O editor tem estendido a mão a repórteres dispostos a contar boas histórias como “Memória das Trevas”, sobre Antônio Carlos Magalhães, vulgo Toninho Malvadeza.


            Amaury Ribeiro Júnior é ex-repórter especial da revista Istoé e do jornal O Globo e faturou vários prêmios Esso. Na campanha presidencial de 2010, Amaury foi acusado de tentar comprar dados de familiares de José Serra protegidos por sigilo fiscal. Neste fim de semana, o jornalista vive sua redenção pessoal. É ele o autor do maior fenômeno editorial brasileiro dos últimos anos. Um livro, que, embora boicotado pelos veículos tradicionais de comunicação, vendeu 15 mil exemplares em um dia, sendo disputado nas livrarias como pão quente. Confira entrevista abaixo.


Brasil 247: Você esperava esse desempenho de um livro sobre privatizações que aconteceram há tanto tempo?

Luiz Fernando Emediato: Nunca vi nada igual. Foram 15 mil livros vendidos num único dia. É um fenômeno.


247: Como foi a estratégia de divulgação?

LFE: Nós tínhamos receio de alguma ordem judicial que impedisse a distribuição. E não mandamos para nenhuma redação. Apenas o autor enviou um exemplar para a Carta Capital, mas todo o barulho foi feito na internet, inclusive por vocês que anteciparam o lançamento. O sucesso prova que há uma grande transformação na sociedade brasileira e revela a força da blogosfera.

247: A Geração já mandou rodar uma nova edição?

LFE: Estamos imprimindo mais 15 mil. Subestimamos a demanda, mas o erro não foi só nosso. Algumas livrarias não estavam acreditando. Mas em uma semana o livro estará, de novo, em todos os pontos comerciais.


247: Você sofreu alguma pressão para não publicar o livro?

LFE: Eu não diria pressão, mas há alguns dias fui procurado por uma pessoa que propôs uma conversa com o ex-governador José Serra.


247: Quem foi?

LFE: Era o Antônio Ramalho, um sindicalista do PSDB que é vice-presidente da Força Sindical.

247: Você se sentiu intimidado?

LFE: Não foi exatamente uma intimidação, até porque a abordagem do Ramalho, de quem sou amigo, foi muito elegante. Sentamos, tomamos um café, ele disse que o Serra queria conversar, eu disse que não e pagamos a conta. Num país democrático, quem se sentir incomodado tem o direito de me processar. Teve uma vez que o Guilherme Afif (vice-governador de São Paulo) veio me atacando aos berros, mas eu não dei muita bola.

247: Você espera muitos processos?

LFE: Pode ser, mas os nossos advogados dizem que a chance de perdermos é muito pequena. O livro é muito bem documentado. E não há ataques pessoais. São fatos concretos.

247: Serra é tido como uma pessoa vingativa.

LFE: Dizem que o Serra não tem adversários, tem inimigos. Eu acho até que já fui vítima dele, numa matéria da Veja, chamada “O lado negro da Força”, onde me enfiaram sem que eu tivesse nada a ver com aquilo. Mas não foi isso que me levou a publicar o livro. E eu, que me senti ofendido pela Veja, processei a revista. Acho que vou ganhar.

247: Com esses dados de vendas, o livro certamente entrará na lista de mais vendidos. Você acha que entra na Veja?

LFE: Tem que entrar, se não vai ficar muito feio para eles. A velocidade de vendas da “Privataria Tucana” é superior à do “Honoráveis Bandidos”, que começou em quarto, subiu para terceiro, segundo e depois ficou várias semanas em primeiro. Se a Veja não colocar vai ficar feio, porque o livro certamente entrará na lista da Folha, do Estadão, da Época...

247: Como foi 2011 para a Geração Editorial?

LFE: Foi nosso melhor ano. Éramos uma editora pequena, que faturava R$ 3 milhões/ano

Ainda somos pequenos, mas vamos chegar a uns R$ 7 milhões ano.


247: Qual é o papel deste livro no momento de “faxina ética”?

LFE: Talvez seja um remédio contra a hipocrisia.


Fonte: Brasil 247

 

'Privataria tucana' cancela lançamento do livro de memórias de FHC



O livro "Privataria tucana", de Amaury Ribeiro Junior, relata bastidores das maracutais do PSDB realziadas no processo de privatizações na era do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O impacto do livro é tão grande que FHC se viu obrigado a cancelar o lançamento de seu livro de memórias, como relata Nirlando Beirão ao R7. 

 

Veja o vídeo no endereço abaixo.

http://youtu.be/ORjEDQBMDKo

Privataria Tucana vende 15 mil exemplares em menos de 48 horas



O livro de Amaury Ribeiro Jr., Privataria Tucana, vendeu 15 mil exemplares em menos de 48 horas e já está em sua segunda edição. Um verdadeiro recorde para o mercado editorial alternativo do Brasil, já que a editora Geração, desde 1992, tem a marca da esquerda. O livro, que custa R$ 34,90 no site da editora, também está em promoção na livraria Saraiva. Pela rede, se espalham piadas e notícias hilárias sobre a reação tucana à reportagem-bomba.


No livro A Privataria Tucana, o jornalista Amaury Ribeiro Junior traz à tona o esquema de arapongagem liderado pelo ex-governador tucano, José Serra.

O silêncio da mídia sobre o livro tem sido motivo de indignação e piada pela rede. Entre as mais apreciadas está uma capa da Veja (abaixo) criada especialmente pelos internautas para revelar o sentimento da revista com relação ao lançamento do livro.

 

O site 247 afirma que Serra tentou comprar o estoque do livro-bomba. "O ex-governador José Serra telefonou ontem à noite para a loja da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, pedindo para reservar todos os 50 exemplares do livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que tinham acabado de chegar. O pedido foi negado, segundo uma fonte da livraria que preferiu não se identificar. Mas os livros sumiram das prateleiras da loja mesmo assim. Foram todos comprados ontem mesmo", diz a matéria.


Serviço:
A privataria tucana

Autor: Amaury Ribeiro Jr.

Formato: 16 x 23 cm.

Páginas: 344

Categoria: Reportagem-denúncia

Preço: R$ 34,90


Da Redação, com agências

Heitor Férrer avalia visita do governador à Assembleia 

Dep. Heitor Férrer (PDT)

 

O deputado Heitor Férrer (PDT) elogiou, nesta quinta-feira (08/12) em plenário, a visita do governador Cid Gomes à Assembleia Legislativa. Ele defendeu que a presença do chefe do Executivo no Legislativo deveria ser rotina, mesmo sem convite e convocações. Entre os pontos do pronunciamento, o parlamentar destacou a apresentação do Metrofor e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), obras a serem iniciadas ou em fase de execução. “Se ele realizar todas essas obras, teremos em Fortaleza uma cidade em estilo europeu”, frisou.


Heitor Férrer, no entanto, lamentou que Cid Gomes tenha tocado em temas como empréstimos consignados e banheiros pagos pelo Estado, por meio de convênios e não construídos. Para o deputado, ele se postou no sentido de fazer a defesa do seu Governo e terceiros. “Fez defesa direta do secretário da Casa Civil, que convidamos por meio de requerimento e nos foi negado o direito deste convite, para que ele viesse se manifestar a cerca de denúncias aqui feitas”, acentuou.


De acordo com o pedetista, Cid Gomes compareceu e tratou de um assunto que deveria ser pautado pela Assembleia, para ser debatido especificamente no plenário ou nas comissões, e não da forma como foi colocado pelo chefe do Executivo. “Para o público, pareceu até que a presença de Cid inibiu o comportamento de deputados como Capitão Wagner (PR), Augustinho Moreira (PV) e Roberto Mesquita (PV), que, entretanto, não participaram porque regimentalmente o tempo acabou e as inscrições foram suspensas”, afirmou. 


Heitor Férrer disse não ter convicção de que a presença do governador foi regimental. Se não foi, a participação dos deputados poderia ter ido além do regimento, porque Cid Gomes se disponibilizou a permanecer o tempo que fosse necessário para atender a todas as perguntas formuladas pelos deputados, acrescentou. 


Ainda para Heitor Ferrer, as respostas sobre os banheiros e empréstimos consignados deixaram muitas dúvidas, “como disse Fernando Hugo”. Ele afirmou que iria encaminhar documentos para que Cid tome conhecimento oficial dos casos e responda oficialmente a Assembleia, item por item. 


Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PSDB) considerou que o governador abordou duas questões polêmicas, o caso dos banheiros e dos consignados. Mas, para o parlamentar, ficou a interrogação sobre qual o fundamento de Cid ter prestigiado a Assembleia, se foi mostrar os projetos do Governo de mobilidade urbana, ou dar uma resposta pública aos fatos polêmicos envolvendo seu Governo. 

 

Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa

e-mail: agencia@al.ce.gov.br

 

Vergonha Nacional


 Vergonha, infelizmente essa é a única palavra que consigo usar para descrever o episódio lamentável ocorrido na manhã desta quinta-feira na Assembleia Legislativa cearense. Professores perdendo o foco da greve e entrando em confronto com o Batalhão de Choque da PM e depredando o patrimônio público.

 Não tiro a razão dos professores de lutarem por melhores condições de trabalho e salário justo. Mesmo sendo professor, não posso e não vou compactuar com os excessos desnecessários, onde não só o patrimônio público foi danificado, o próprio episódio do enfrentamento poderia ter tido conseqüências mais sérias.


 Lamento profundamente que o Governador Cid Gomes e seus secretários não concordem com as reivindicações dos professores, bem como a maioria dos deputados que votaram a matéria que, segundo o sindicato dos professores, não trouxe ganho nenhum para a categoria, da mesma forma que lamento que o sindicato não aja com mais flexibilidade para tentar, na base da conversa civilizada, um acordo onde as duas partes possam sair satisfeitas.

 Esperamos que fatos como estes não voltem a se repetir e continuamos na torcida para que esse impasse se resolva o quanto antes para que os alunos, que são os mais prejudicados, voltem logo às salas de aula.

 

A luta secreta de D. Evaristo Arns contra a violência da ditadura

 

No auge da violência promovida pelo governo militar, parte da Igreja e centenas de líderes religiosos no Brasil passaram a ser alvo da repressão. Documentos guardados há décadas em Genebra revelam como o cardeal d. Paulo Evaristo Arns liderou um lobby internacional, coletou fundos de forma sigilosa e manteve encontros com líderes no exterior para alertar sobre as violações aos direitos humanos no Brasil. 

A atuação do arcebispo de São Paulo mobilizou uma rede de informantes, financiadores e apoiadores secretos pelo mundo. Dentro do país, os documentos mostram que ele e seus aliados organizaram manifestações, incentivaram líderes operários e pagaram despesas das famílias dos grevistas no ABC em 1980.

Relatórios, testemunhos, cartas, informações de dissidentes e dezenas de acusações fazem parte de três caixas de documentos entregues ao Brasil na terça-feira, para que possam ser estudados e eventualmente, como espera a ONU, sirvam de base para processos contra autores de crimes contra a humanidade. Os documentos originais foram mantidos no Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra. 

A máquina de tortura instalada no Estado não havia poupado nem sacerdotes. Em dezembro de 1978, o Centro Ecumênico de Documentação e Informação, no Rio, coletaria vasto material sobre a repressão sofrida pela Igreja naquela década.

O texto de introdução do levantamento deixa claro que o material havia sido encomendado por d. Paulo, que já tentava organizar um dossiê que compilasse as violações aos direitos humanos e pudesse ser usado em algum momento pela Justiça.

Segundo o relatório, entre 1968 e 1978, 122 religiosos foram presos pelo regime militar. Havia 36 estrangeiros, nove bispos, 84 sacerdotes, 13 seminaristas e seis freiras. Outras 273 pessoas "engajadas no trabalho pastoral" tinham sido detidas. Dessas, 34 foram vítimas de torturas como choques elétricos, paus de arara e pressões psicológicas. "Há registros de pessoas que ficam inutilizadas física e/ou psicologicamente por motivo da tortura".

Entre os motivos mais frequentes de prisão estava o fato de proferirem homilias que desagradavam às autoridades, além de ajudarem a organizar manifestações operárias.

Até aquele momento, pelo menos sete pessoas haviam sido mortas como forma de pressão ao clero, tidas como "subversivas" ou suspeitas de passar informações a dissidentes. Foram registrados 18 casos de ameaça de morte e uma dezena de sequestros. A repressão também intimou 75 líderes religiosos a depor, para que denunciassem bispos e sacerdotes.

Fonte: Estadão


COMENTÁRIO

 

Covardia...

Não posso dar outro nome às atitudes cometidas pelo Regime Militar durante os 21 anos que estiveram no poder.

Gostaria de ver esses mesmos militares fazendo tais coisas em pé de igualdade, ou seja, homem a homem. Duvido que muitos se aventurassem a tal proeza, pois é muito fácil você perseguir uma pessoa estando com mais cinco ou dez ao seu lado fortemente armados. Assim é muito fácil, queria ver se fosse ao contrário, como eles reagiriam.

Por mais essa revelação, volto a solicitar das autoridades competentes que abram os arquivos secretos da Ditadura Militar, que se punam os responsáveis e que limpemos de vez o período "sujo" da História do nosso País.

 

Eduardo Leite Bacuri; a mais longa tortura da ditadura

 

 

 

        Eduardo Leite Bacuri

 

 

Em agosto de 1970, depois de um mês de prisão no Departamento de Ordem Política e Social, o temido Dops, Denise Peres Crispim foi retirada às pressas da cela para dar uma volta. Ela tinha motivos para acreditar que, mesmo grávida de sete meses, aqueles poderiam ser seus últimos momentos de vida. “Todas as vezes que eu saía, achava que podia não voltar”, disse Denise à ISTOÉ, em sua primeira entrevista para um veículo de comunicação após mais de 40 anos de silêncio.

Cercada por quatro policiais, de olhos vendados, foi empurrada para dentro de um automóvel. Poucos minutos depois, o carro parou. Puxada com força para fora, Denise ouviu um portão abrindo, entrou na casa, passou por uma porta e subiu a escada. Em seguida, os algozes giraram seu corpo várias vezes e só depois retiraram a venda. “Você sabe quem sou?”, perguntou o homem postado diante dela. Denise respondeu que não. “Sou o famoso Fleury”, respondeu o delegado Sérgio Paranhos Fleury, torturador obstinado e com um histórico de morte de prisioneiros sob seus ombros. Ele então apontou uma porta e deu uma ordem: “Seu marido está naquela sala”, disse. “Entra lá porque ele se recusa a comer e falar antes de te ver. Você tem um minuto.” Denise viu o marido, o militante de esquerda Eduardo Leite, conhecido como Bacuri, sentado atrás de uma escrivaninha e com as mãos algemadas em cima da mesa. As lágrimas vieram de imediato. Bacuri tinha hematomas e queimaduras por toda a pele. Tocaram-se as mãos e, quando Denise se levantou para que ele sentisse o bebê na barriga, Fleury entrou: “O minuto acabou”, disse o delegado. Arrancada da sala, Denise pressentiu que aquela seria a última vez que veria o marido, prisioneiro que permaneceu mais tempo sob tortura ininterrupta da ditadura militar – foram intermináveis 109 dias de sofrimento antes de sua execução.

A história descrita acima jamais havia se tornado pública e poderá ser conhecida em detalhes com a leitura da biografia “Eduardo Leite Bacuri”, de autoria da jornalista Vanessa Gonçalves, que lançada oficialmente neste sábado (18) pela Plena Editorial. O livro, antecipado com exclusividade àISTOÉ, joga luz sobre a intensa vida do mineiro de Campo Belo, de origem simples e que desapareceu nos porões do regime militar aos 25 anos de idade. Além de Denise, a autora entrevistou 40 ex-militantes que a ajudaram a construir a trajetória de um dos personagens mais instigantes dos anos de chumbo. Bacuri participou dos sequestros do cônsul japonês Nobuo Okushi e do embaixador alemão Ehrenfried Von Holleben, que imediatamente o colocaram no topo da lista dos inimigos da repressão. 

Embora cubra toda a curta vida de Bacuri, a biografia destaca o período crucial de sua existência – os 109 dias de prisão e torturas. A via-crúcis começou no dia 21 de agosto de 1970, na cidade do Rio de Janeiro. Desesperado para libertar sua mulher, que estava presa há um mês na Operação Bandeirante (conhecida como Oban), ele viajou à capital carioca para organizar o sequestro de um diplomata. De acordo com o livro, Bacuri foi traído por Artur Paulo de Souza e Jorge Zuchowski, colaboradores dos militares infiltrados na Frente de Libertação Nacional que passaram informações sobre o seu paradeiro. Foi Fleury em pessoa que o algemou em uma rua do bairro da Gávea. Dali foi imediatamente levado para a primeira sessão de pancadaria em um centro clandestino de São Conrado. Depois, encaminhado à delegacia de Vila Rica, em São Paulo, para que Fleury pudesse continuar o serviço sujo. O militante ainda retornou ao Rio de Janeiro, passando pelo presídio da Ilha das Cobras. Mais tarde, foi transferido para São Paulo, dessa vez para a Oban, que se transformaria no famigerado DOI-Codi.

 

No Dops, Bacuri passou por uma experiência incomum – e macabra – mesmo para os padrões da ditadura. Ali, depois de massacrado fisicamente, ele leu sua sentença de morte. No sábado 26 de outubro, os jornais noticiaram a morte de Joaquim Câmara Ferreira, militante da Ação Libertadora Nacional, e afirmaram que Bacuri havia sido levado da prisão para fazer o reconhecimento do corpo. Nessa operação, segundo as publicações da época, Bacuri tinha conseguido fugir e desapareceu. Ao ver a notícia impressa nos jornais, ele teve a certeza de que jamais sairia vivo da prisão – era o álibi que os militares precisavam para assegurar que Bacuri não estava sob jugo da ditadura e, sim, foragido. A triste ironia da história é que ele sequer andava. Graças à violência dos policiais, apenas quatro dias depois de ser preso o militante perderia para sempre o movimento das pernas. Sua morte foi lenta. Segundo relato de um soldado, Bacuri foi executado no dia 8 de dezembro de 1970 (leia quadro à pág. 74), no forte dos Andradas, no Guarujá, em São Paulo. 

Não é difícil entender por que a prisão de Bacuri era como um troféu para os militares. Ele começou sua militância política na Polop, depois esteve entre os fundadores da Vanguarda Popular Revolucionária e, mais tarde, fundou a Rede Democrática (Rede), todos grupos que não poupavam meios para enfrentar a ditadura. Em seu currículo constam ações de extrema ousadia. Ao saber que a mulher grávida tinha sido presa, ameaçou sequestrar e matar o comandante do Segundo Exército de São Paulo. Em uma ligação para o DOI-Codi, diante da desconfiança da voz do outro lado da linha, mandou que um parceiro fizesse uma provocação: “Pergunte ao comandante se ele sabe de um fusquinha vermelho no qual ele vai visitar a amante.” 

Bacuri não conheceu a filha, Eduarda, que tinha um mês e meio quando ele morreu. Assim que deu à luz, Denise ganhou liberdade condicional. Em 1972, diante das seguidas ameaças, ela fugiu com a criança para o Chile e depois se mudou para a Itália, onde as duas permaneceram por mais de 30 anos. Hoje, aos 40 anos, Eduarda vive na Holanda e é restauradora de obras de arte. Denise Crispim retornou no início do ano para o Brasil, desta vez em definitivo. Mas o medo persiste – ela não revela em que cidade vai morar. “Eu fiquei marcada para o resto da minha vida”, diz.

COMENTÁRIO

Por mais que se saiba de atos terroristas promovidos pelo Exército e Forças Auxiliares no período da Ditadura, esse em particular chega a ser repugnante. Fico a imaginar como deve ter ficado a família deste rapaz que teve sua vida ceifada de modo tão grotesco e injustificável.

Fatos como este que acabamos de ler nos faz cobrar dos atuais parlamentares e até mesmo da Presidente Dilma da publicação dos documentos do período da ditadura, que estes documentos sejam expostos à sociedade, para que cada cidadão que tiver interesse de saber um pouco mais desse período negro de nossa História, possa ter acesso aos documentos que comprovam o total desrespeito aos Direitos Humanos, aos homicídios cometidos pelos militares, uma verdadeira chacina contra brasileiros que lutavam para ver seu País livre e em total Estado Democrático de Direito.

Que se abram os documentos secretos e se exponham os fatos como eles realmente aconteceram e, se possível, que se punam os responsáveis ainda vivos. Só assim poderemos fazer justiça e respeitar os verdadeiros heróis dessa Nação chamada Brasil.

 

 

Professor Artur Pinheiro assumirá a Educação de Horizonte


            O PV já contribui com as gestões de outras cidades de grande porte. Em Marcanaú, Marcos Vieira comanda a secretaria de Meio Ambiente. Já em Fortaleza, Estévão Romcy é titular da SER IV.

            Artur Pinheiro, secretário de Comunicação do PV Ceará, recebeu e aceitou convite para assumir a Secretaria de Educação do Município de Horizonte. O convite partiu do próprio prefeito, Manoel Gomes de Farias Neto - Nezinho. Artur Pinheiro foi secretário de educação de Capistrano, sua cidade natal, e de Maranguape, na gestão do prefeito Marcelo Silva.


            Conhecedor do trabalho de Artur, Marcelo Silva disse que não há a menor dúvida de que o novo secretário fará um grande trabalho à frente da pasta em Horizonte. "Pode ter certeza que a educação do município a partir de agora vislumbra novos horizontes", trocadilhou. 


            Pinheiro foi recentemente eleito coordenador do curso de História da Universidade Estadual do Ceará e agora passa a integrar o alto escalão de um dos municípios mais ricos do Ceará. "Vamos realizar lá em Horizonte ações exitosas que já empreendemos em Capistrano e Maranguape, além de desenvolver iniciativas condizentes com a realidade do município", explicou Artur.

Ministério da Saúde regulamenta Cartão Nacional de Saúde   

 

Sistema será composto pelo Cartão Nacional de Saúde, Cadastro Nacional de Usuários do SUS e Portal de Saúde do Cidadão

            Portaria publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (02) regulamenta o Sistema Cartão Nacional de Saúde, uma base de dados nacional que permite a identificação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de um número único válido em todo o território nacional. O objetivo é construir um registro eletrônico que permita aos cidadãos, aos gestores e profissionais de saúde acessar o histórico de atendimentos dos usuários no SUS.

            Com o Sistema, será possível, por exemplo, saber a participação de uma determinada pessoa em campanhas de vacinação, se ela foi atendida em um posto de saúde ou se fez exames e cirurgias. É importante destacar que as pessoas que não possuírem o Cartão Nacional de Saúde não serão impedidas de receber atendimento em qualquer estabelecimento público de saúde.

            O Ministério da Saúde será responsável por desenvolver as bases de dados do Sistema Cartão e oferecê-las a todas as unidades públicas de saúde. Também fará a manutenção e o gerenciamento do banco de dados e prestará cooperação técnica aos gestores locais no processo de cadastramento dos usuários do SUS.

            A meta é implantar o registro eletrônico de saúde em todos os municípios brasileiros até 2014. Ao todo, deverão ser emitidos 200 milhões de cartões, nos próximos três anos, numa ação em conjunto com estados e municípios.

            De acordo com a portaria, as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde que já possuem algum tipo de sistema integrado de registro de dados em saúde terão um ano para emitir e distribuir os novos cartões. Com o formato de um cartão de crédito, ele trará uma etiqueta com dados pessoais do usuário e um número, fornecido pelo Ministério da Saúde.


CADASTRAMENTO - Os usuários do SUS deverão fornecer o endereço do domicílio permanente, independentemente do município em que esteja no momento do cadastramento
ou do atendimento. No caso de brasileiros residentes no exterior e estrangeiros não residentes no Brasil que busquem atendimento no SUS, deverá ser registrado como endereço de domicílio permanente apenas o país e a cidade de residência.


REGISTRO ONLINE - Além de identificar os usuários do SUS, o cartão servirá de base para que o próprio cidadão acompanhe seu histórico de consultas médicas. O Portal de Saúde do Cidadão permitirá - em área restrita ao usuário - acesso aos dados cadastrais, atendimentos por meio do SUS e informações sobre a rede pública de serviços de saúde. O Portal, que deverá ser lançado no segundo semestre deste ano, terá ainda uma área de acesso público, com informações em saúde, campanhas e notícias sobre o SUS.

            Todas as informações dos usuários terão garantia de segurança tecnológica para que não seja violado o direito constitucional à intimidade, à vida privada, à integralidade das informações e à confidencialidade dos dados. "Os profissionais e gestores de saúde terão seus acessos registrados no Sistema e, caso exista alguma conduta antiética ou imprópria no manuseio do sistema, os envolvidos poderão ser penalizados", acrescenta o secretário Odorico Monteiro.

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